Roberto Colistete Jr.

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Geração Kepler : Nvidia GeForce GTX 680 com 1536 núcleos e GDDR5 @ 6 GHz !

Posted by robertocolistete em 24/03/2012

A Nvidia lançou em 22/03/2012 a nova geração Kepler de placa-de-vídeo, começando pela GTX 680.

Tal placa-de-vídeo possibilita programação CUDA (Compute Unified Device Architecture), que é uma arquitetura de computação paralela para GPU (Graphical Processing Units), permitindo programação em C/C++ e outras linguagens (Python via PyCUDA, Mathematica 8 CUDA, etc) usando paralelismo das GPU que têm dezenas até mais de mil núcleos de processamento (enquanto CPU’s tem alguns núcleos, tipicamente  2 ou 4 atualmente).

São muitas mudanças entre a geração Fermi anterior e a nova Kepler :

  • a arquitetura GK104 (Kepler) usa tecnologia de fabricação de 28 nm ao invés de 40 nm, apresentando o dobro da eficiência de desempenho por dissipação de energia em Watts;
  • 1536 núcleos (cores em inglês) na GTX 680 ao invés de 512 cores na GTX 580 (Fermi);
  • 3090 GFlops (sim, 3 TeraFlops, obviamente em condições ideais) na GTX 680 versus 1581 GFlops da GTX 580;
  • memória de vídeo GDD5 a 6.008 MHz ao invés de 4.008 MHz;
  • barramento de 256 bits a 1.502 MHz na GTX 680 versus 384 bits a 1.002 MHz na GTX 580 resulta na mesma capacidade de transferência, 192 GB/s;
  • 3,54 bilhões de transístores em 294 mm^2 ao invés de 3 bilhões em 520 mm^2 na Fermi;
  • 195 W (GTX 680) versus 244 W (GTX 580 Fermi).

Veja mais detalhes em várias matérias sobre a Nvidia GeForce GTX 680 :

Interessante será analisar o impacto dessa geração Kepler na programação CUDA, por exemplo via tal matéria : The GeForce GTX 680: A Developer’s Perspective. A 1a tabela da matéria acima da AnandTech deixa claro que o desempenho de precisão dupla (FP64) no GK104 é somente 1/24 da precisão simples, enquanto que era 1/8 na Fermi. Ou seja, em precisão dupla a GTX 680 parece ser inferior a GTX 580.

Também foi anunciada a versão para notebooks, a linha GeForce 600M, mas somente a GPU GK107 é da geração Kepler, com 384 cores (1/4 do GK104) e barramento de 128 bits (versus 256 bits do GK104). Para variar, a nomenclatura de GeForce para notebooks é confusa, com GTX 670M e 675M na verdade usando a GPU Fermi GF114 e das GTX para notebook, só a GTX 660M tem GPU Kepler. Das GT 6xx M, a GT 640M e 650M são da geração Kepler.

Como curiosidade, as gerações de GPU da Nvidia têm nomes de físicos : Tesla (65 nm) em 2007, Fermi (40 nm) em 2009, agora Kepler (28 nm) em 2012, Maxwell (22 nm) para 2013, etc.

3 Respostas to “Geração Kepler : Nvidia GeForce GTX 680 com 1536 núcleos e GDDR5 @ 6 GHz !”

  1. […] da Intel para se contrapor a computação parelela de GPU’s, p.e., usando CUDA. Vide artigo sobre a Nvidia GeForce GTX 680 que consegue 3 TeraFlops com precisão simples. Share this:TwitterFacebookGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar […]

  2. […] número de núcleos (em inglês “cores”), atualmente o mínimo é de 96 (p.e., GeForce GT 630M) nos modelos de 2012, até 1536 (na GeForce GTX-680, vide matéria minha anterior); […]

  3. […] número de núcleos (em inglês “cores”), atualmente o mínimo é de 96 (p.e., GeForce GT 630M) nos modelos de 2012, até 1536 (na GeForce GTX-680, vide matéria minha anterior); […]

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